Acordei cedo, tomei meu café e
desci para atualizar este diário de viagem. Hoje era o dia de partir do Play
Hostel. À medida que a galera foi acordando, todos foram se juntando no
refeitório. Como já havia comido mais cedo que todos, subi com minha câmera e
um pequeno caderno para registrar o momento e pegar o contato de todos. Marquei
nome, e-mail e facebook, com o intuito de enviar-lhes as fotos que tirei.
Depois de muitas risadas e conversa, desci para arrumar minhas coisas e tomar
um banho.
Tralhas arrumadas e banho tomado
era hora de me despedir dos novos amigos e partir. Ficarão em minhas memórias
todos eles! Mesmo que tenhamos convivido poucos dias, tive uma impressão muito
positiva de todos. Novamente sinto a sensação de que, na vastidão do mundo,
sempre encontraremos pessoas que se assemelham a nós, sejam nas ideias, visão
de mundo, enfim, ali eu me senti em casa! De lá parti pra casa de Anita para
almoçarmos.
Anita me arrastou pra comer num
restaurante vegetariano (denovo, já que a última vez que tinha lhe visitado em São Paulo também tinha
me levado num desse). Comi uma espécie de risoto com um tipo de queijo lá que
não me recordo qual era. Confesso que não estava ruim, mas definitivamente não
estou acostumado a esse tipo de alimentação. Inicialmente nossos planos eram
deixar minhas coisas no Filipe (amigo que mora em Buenos Aires e tinha
ficado de arrumar abrigo pra mim por uns dias) em San Telmo e depois rumar ao estádio do Boca. Como
fazia muito calor neste dia, achamos que seria melhor se ficássemos na casa
dele pra passar a tarde, já que no prédio havia piscina.
Chegamos lá e tivemos que
esperá-lo por cerca de 40 minutos, pois o mesmo tinha ido ao bairro chinês para
fazer compras. Assim que ele chegou, acompanhado de sua namorada e sogra,
subimos, nos trocamos, e partimos para a piscina. De lá se vê quase toda a
cidade, com destaque para a moderna região de Puerto Madero. Lá havia três
prédios novos, grandes torres, onde se encontrava na cobertura de uma delas, a
residência de Messi em Buenos Aires. Eu
e Filipe ficamos por ali trocando ideia, lembrando das presepadas da viagem à
Bolívia e Peru, em 2011. Depois de muitas risadas, descemos para pegar as
coisas e bater uma bola com os “hermanos”. Filipe havia me convidado pela manhã
pra jogar uma pelada e eu, fominha que sou, topei na hora.
A partida seria numa quadra
próxima à sua casa, construída embaixo de um viaduto. Excelente aproveitamento
do espaço urbano. Na Argentina essa é uma prática comum, existem vários espaços
como esse. A quadra tinha as proporções de uma quadra de futsal normal, porém o
piso era composto de um material sintético bem ralo (semelhante às quadras de
futebol suíço que temos no Brasil). Era minha obrigação mostrar porque
somos o país do futebol, rs! De imediato vi que os caras eram uns peladeiros,
havendo um e outro que jogavam bem. Os argentinos tem pouca base de futsal, em
todo o momento buscam lançamentos e jogadas longas, como se quisessem trazer o
campo pra dentro de quadra.
O único cara com quem dava pra
preparar alguma jogada em conjunto era um maluco que usava uma camisa do
Barcelona. Em resumo, esperava mais do nível dos caras, vejo porque somos o
país do futebol, embora que atualmente não vivamos o melhor dos momentos dentro
de campo (e também fora dele). Mas foi uma boa experiência, há tempos não
jogava, consegui suar bastante. Agradecimentos à Anita, que registrou o momento
para que não se perdesse, e para Filipe, que me incluiu na pelada. De lá, Anita
foi pra sua casa e Filipe me levou até a casa de seu amigo Gonzalo, que
gentilmente me receberia por uns dias.
A casa de Gonzalo fica em
Montserrat, bairro ao lado de San Telmo, nas cercanias do Congresso Nacional e
da sede da Polícia Federal Argentina. Assim que cheguei logo conheci Pedro e
José, dois brasileiros que moram por lá há algum tempo, e também Pepe, um
finlandês que já percorre há algum tempo a América Latina. Este último se
encarregou de me apresentar a casa (e que casa, diga-se de passagem!). Trata-se
de uma construção que pela sua fachada demonstra ser bem antiga, mas que foi
toda reformada por dentro. Um espaço de três andares, dividido em dez
habitações, que compartilham cinco banheiros, duas cozinhas, uma enorme sala,
lavanderia, dentre outros espaços.
Depois de ser muito bem recebido
por todos, tomei um banho, Filipe foi embora e assim me arrumei pra comer algo
na rua. Já era 00h00min, não tinha muitos locais abertos. Caminhei um pouco
pelo centro até encontrar uma pizzaria. Comi uma pizza pequena (6 pedaços) sabor
napolitana, acompanhada de uma coca 600 ml, assistindo ao filme do Wolverine dublado em espanhol. No dia
seguinte descobriria que o cara tinha me passado a perna, pois cobrou de mim o
preço de uma pizza grande (8 pedaços). Enfim, de estômago cheio, voltei pra
casa.
Foi quando conheci Gonzalo, dono
do lugar e amigo do Filipe. Ele que me concedera o direito de dormir ali até
minha partida de Buenos Aires. Foi muito simpático e hospitaleiro, colocando
toda a estrutura à minha disposição: “Aqui é a lavanderia, você pode usar de
tal hora a tal hora, se precisar de sabão está aqui...essa é a sua chave da
casa, do seu quarto, nele você tem cofre pra guardar sua grana, documentos,
etc...” Me senti até envergonhado pelo tipo de tratamento que me foi dado, excelente!
Finalmente, depois de tudo, fui dormir, extremamente cansado.
- almoço vegetariano: 85 pesos
- futebol: 40 pesos
- pizza: 130 pesos (quando
deveria ter pago 105 pesos)
Jorge (Argentina), Mary (Colômbia), Rafael (Chile), Miguel (Venezuela), Rob (Holanda), Juan Carlos (Argentina) e Allan (Brasil) |
Charlotte (França) |
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Pelada com os hermanos! "Toca y me voy", rsss... |
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